sábado, 24 de abril de 2010
Palavras de um futuro bom
Silêncio, era o que eu mais ouvia naquela noite. Onze de Janeiro de 2013, quatro anos de namoro, e depois de todas aquelas coisas na qual nós passamos. Eu vi meu passado apagado pela imagem do rosto dela, dormindo ao meu lado, cuja o os ombros estavam nus, e o endredom cobria até a altura de seus seios. Fazia mais ou menos uma hora que eu estava ali acordada, observando-a. Dizem que depois de uma tempestade o sol aparece. Eu cresci vendo tempestades, e me perguntando, quando é que diabos o sol apareceria para mim. Me lembrei da noite anterior, nossa primeira noite. De muitas que virão, e tenho dito. Quantas vezes eu quis desistir? Talvez eu quisesse fazê-la a pessoa mais felizes do mundo, e isso muitas vezes me cegava. O medo cega a gente na maioria das vezes. Medo foi só uma das coisas que eu tive que passar por cima. Não disseram que o amor era fácil, não? Na verdade nunca me explicaram nada sobre isso. É por isso que digo que cresci com ela. Hoje temos uma vida, que muitas vezes eu pensei que só seria sonho, utopia. Por muitas vezes me vi sem chão. Numa noite sem luar. Eu respirava, o sol parecia fraco. Mas a gente persistiu, e quando eu pensava em desistir, ela lutava, eu admiro ela, admiro tudo nela. E me acho tão boba quando fico observando ela com a expressão daquelas crianças que acabaram de ganhar um doce. Eu continuei a sonhar, ela também. E mesmo assim eu não vi o sol. Eu vi mais que isso, vi um arco-íris, com todas as cores que ela me deu, e todos os sentimentos que cresceram comigo. E hoje, mais do que qualquer outro dia, eu te amo mais do que ontem, e menos que amanhã.
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